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Machibombo!

Amigos! Não partilhei ainda convosco uma novidade daquelas!!

É verdade que Manjacaze fica a 20 km da estrada de alcatrão mais próxima, que as ruas da vila são em terra, que por aqui parece que o tão propagado desenvolvimento não chega. Mas eis que de há dois meses para cá temos um ponto de esperança!

Temos machibombo!!!

É sim! Machibombo dos TPM (TPM é a sigla dos Transportes Públicos de Maputo) que liga a nossa ilustre vila à capital provincial, Xai-Xai!

E esta, hein?

A primeira vez que vi o autocarro, grande, de generosas janelas, com lugar para as pernas e com altura suficiente para não batermos com a cabeça em cada buraco da estrada (a antítese dos chapas), achei que o coitado do motorista ou tinha perdido a cabeça ou então que se tinha perdido todo, machibombo incluído. Mas a notícia oficial circulou depressa. Afinal temos machibombo 3 vezes ao dia! Ainda há pouco o vi a passar na rua detrás do quintal. É uma visão que não esperava vir a ter este ano, confesso.

Restava-me uma dúvida quanto ao nome: porque é que fora de Maputo os transportes públicos continuam a ser TPM quando podiam ser um óbvio TPX – transportes públicos do Xai-Xai, ou TPZ – o mesmo mas de Gaza, que é a nossa província.

Mas é claro! TPM – Transporte Públicos de Manjacaze! Ora está tudo dito!

E com o benefício extra de que assim se tem de fazer a manutenção da estrada de terra por onde passa o precioso autocarro, que assim passa de má a “mais ou menos razoável em velocidade de cruzeiro de 30 km/hora”!

Esta vila ainda há-de ser cidade…quando vier o que falta para isso.

os lados do mundo

É já noite há muito tempo. A vila está silenciosa.
Os últimos dias, talvez por se aproximar lentamente a viagem de regresso, têm sido mais reflexivos que o habitual, e noto em mim um humor menos brincalhão que no resto do tempo. Dou por mim a organizar papéis, a colocar as fotografias nas pastas respectivas no computador e a inesperadamente tentar lembrar-me onde tinha guardado a mochila.
A última semana, com agitação no Maputo e jornais cheios de artigos de opinião sobre a decadente economia, tem-me levado a pensar como o mundo é desigual. Um lugar-comum, aceito, mas há alturas em que, para além de o entendermos, podemos vivê-lo concretamente, e concluir que é uma verdade. As experiências contrastantes colocam-nos sempre questões, e é um tempo fértil que nos pode ajudar a tomar decisões e a ganhar consciência de que há opções que deixam marcas, das quais nos damos conta inesperadamente.
Na nossa boa vontade há sempre um dia em que nos sentimos capazes de mudar o mundo, de sermos radicais e mudar tudo, ir ao extremo e alterar toda a nossa vida. E, por mais que não queiramos, sempre caímos naquilo que inconscientemente nos têm metido na cabeça: deixar de fazer, ver, ter qualquer coisa. É sempre um desafio arriscado, que, com honestidade, acaba por ter sempre uma bonita música de fundo e grandes planos cinematográficos. Sim, que isto de mudar o mundo tem de ser ao estilo de grande ecrã, cabelo ao vento e muita natureza por desbravar! O melhor é assumir que todos algum dia passámos por isso e pronto, não vale a pena reprimir e acabar a mudar o mundo desde o divã do psicólogo…
A vida traz-nos infinitas hipóteses de alterar os acontecimentos, de ter voz activa e podermos escolher de que lado do mundo queremos estar, só que normalmente sem esse tom épico que esperamos, e muito menos banda sonora. Creio que a maior dificuldade está em arriscar a ligarmo-nos ao que vivemos, e em percebermos que com pequenos gestos, mesmo parecendo que não mudam a vida dos outros, podemos não fazer mas ser a diferença. E nisto do ser, ou não ser, como já dizia um famoso inglês, é que está a questão. Quanto a mim, dado que os últimos tempos têm sido pródigos em encontros e experiências, tenho tido o privilégio de ter os dias marcados por muitas coisas que me confrontam comigo mesmo e me têm ajudado a ter mais atenção a esses momentos subtis, mas marcantes. Um deles passou-se na cidade do Xai-Xai. Estava eu para tomar o meu expresso, o que faço sempre que lá vou (é um hábito luxuoso, sei, mas caramba…uma bica bem tirada tão longe de Lisboa é qualquer coisa!) e, visto que o meu local habitual tinha falta da matéria-prima, visitei pela primeira vez uma padaria nas proximidades, coisa fina, com vários tipos de pão, muitos bolos e uma máquina Delta que me fez sorrir. Apesar da pouca simpatia da empregada fui para a esplanada todo contente beber o meu café e apreciar o ambiente. Aí é que a coisa começou a ficar mais chata…na mesa ao lado estavam os donos do café, de uma certa elite endinheirada e arrogante, que montavam um enorme carro telecomandado, bruto e muito feio, que teria custado, seguramente, uma fortuna. Do lado de fora da esplanada, inesteticamente gradeada, estavam uns miúdos que olhavam embasbacados para o que se passava na mesa ao lado, um rapaz que carregava as compras do patrão num carrinho de mão e o porteiro/segurança. Eu olhava, olhava, e cada vez me sentia mais fora de lugar, ao lado de tão arrogante família, enquanto a vida passava lá fora, na realidade daquelas crianças e do coitado do rapaz, que aturava um patrão com ares de mafioso. Subitamente caí em mim e vi-me numa posição que não queria, ainda por cima a dar dinheiro àqueles tontos que se entretinham com um ar quase entediado a montar um parvo carro electrónico…era demais! Decidi entregar o bolo que tinha comprado para acompanhar o bendito café aos miúdos mas, como foram embora antes que me levantasse, entreguei-o ao porteiro, que o guardou no bolso com mil cuidados para não ser visto. Foi uma experiência que me fez pensar muito, precisamente porque poderia não me ter questionado nada e por, na verdade, não sentir aquela paz de alma quando temos ataques caritativos e ficamos muito felizes connosco. Não me senti uma pessoa melhor, mas diferente. Escusado será dizer que nunca mais lá volto, mesmo que a consequência seja a não-existência de um belo e quente café…
Talvez sejam estas pequenas decisões, tomadas de acordo com situações concretas e quotidianas, as mais importantes. Não sei.
Sei apenas que me ficou na memória esse sentimento de poder optar por dois lados do mundo, ou poder escolher aproximar-me de duas realidades muito diferentes.
Não é comum sentirmos as escolhas tão concretas. E quando temos o privilégio de viver encontros que nos marcam e questionam, talvez a mudança comece por não esquecer o que vimos e pudemos conhecer, arriscar uma aproximação e a deixarmo-nos afeiçoar às pessoas. Depois lentamente vamos mudando, sem revoluções vistosas nem insultos contra os males do mundo, mas em pequenas atitudes. Pequenas, mas vividas com verdade e continuidade. Seremos nós a mudar, e isso muda já o mundo, pelo menos o que está em redor.
É nisto que dá tantos meses entre crianças, escola, velhotes, vizinhos, comunidades, conversas, encontros… e ler no jornal a fortuna obscena que é o salário presidencial, depois de visitar alguém que passa dias sem nada para comer.

O difícil está em não apagarmos o que vivemos.
Para isso, meus amigos, conto convosco!

Job

Os meus ouvidos tinham ouvido falar de ti,

Mas agora vêem-te os meus próprios olhos.”

Job, 42, 5.

É com esta bonita citação do Livro de Job que retomo a partilha destes dias moçambicanos.

Há muito que não vos escrevo algo mais pessoal, não por ter abandonado o meu mais-ou

-menos-diário, mas porque tem sido um tempo mais repousado do que o habitual. Quase me atrevo a chamar que as últimas duas semanas têm sido umas curtas férias! Férias da obra da escola, que aguarda a colocação dos vidros nas janelas e das portas para poder ser pintada; férias das idas diárias a Macasselane, com os alimentos para os trabalhadores e para ver o andamento dos trabalhos; férias dos horários que há muito se tinham tornado sistemáticos.

E é assim que, à medida que o Inverno se vai embora definitivamente e os dias aquecem, tenho aproveitado o tempo para organizar a documentação referente à construção da escola, colocar todas as fotografias e vídeos no computador (organizar o computador é tão trabalhoso como arrumar o quarto, que por falar nisso, já pedia alguma ajudinha…), e dedicar mais tempo a outras tarefas.

A citação inicial, momento final do diálogo de Job com Deus, vem a propósito de alguns encontros que tenho o privilégio de viver.

Manjacaze tem uma dimensão muito maior do que podemos pensar à primeira vista, pois a maior parte da população habita em bairros que se organizam a partir das ruas centrais da vila, em casas de caniço e palhotas, por entre árvores frondosas e estradas de terra. Aqui a electricidade é menos presente e não existe água da rede municipal (privilégio este apenas para quem vive na zona chamada “cimento”, a área que corresponde à antiga vila colonial).

Apesar de próximos do centro, estes bairros mantêm uma vida de características rurais: pequenas machambas junto das casas, idas diárias ao fontanário, habitações mais humildes e precárias. Se não fosse a densidade populacional relativamente elevada, devido à proximidade das casas, poderíamos pensar que estaríamos numa aldeia da região.

Aqui vivem histórias solitárias, memórias de vidas longas e dolorosas, com muito por contar.

Um papá vive sozinho numa casa de caniço, pequena mas bonita, com uma janela pintada de azul e flores bem regadas a fazer de cerca; os filhos e netos estão no Maputo. Bem perto vive uma vovó muito velhinha, que anda sempre de costas dobradas e tem uma palhota a precisar de restauro. Pouco consegue trabalhar na machamba, por isso alimenta-se com o que a natureza e alguém generoso oferecem. Para ter água vai à fonte várias vezes por dia com uma velha garrafa de óleo de automóvel. Por vezes alguém lhe enche um bidão de 20 litros, que, por o ter feito toda a vida, agora já não consegue carregar à cabeça.

Numa zona mais afastada do bairro vive outra vovó muito simpática que apenas nos consegue ver quando estamos muito perto. Sempre se queixa do mesmo: dores nas pernas, joelhos, braços, costas e falta de vista. Tem a sorte de ter vizinhos jovens que a ajudam de vez em quando com os trabalhos mais pesados. Não muito longe vive outra velhota que, felizmente, não vive sozinha mas com alguns familiares. Carrega consequências da guerra civil, no corpo e na mente, por ter sido violentada, espancada e abandonada. Com alguma frequência perde a cabeça e tem dificuldade em se movimentar.

Pouco a pouco dão-se a conhecer histórias de tempos passados, de quem fugiu à violência da guerra e da fome, de quem viu assassinarem pais, filhos e irmãos e escapou por milagre. E que hoje aqui estão, sem família que apareça de visita ou os leve para outro lugar.

Mais caricato é um trio de avós que vivem muito perto umas das outras, junto do mercado de Xicanhanine, que, enquanto o novo mercado está em construção, significa um aglomerado ordenado de barracas de caniço, defronte da central de transportes da vila, vulgo terminal dos chapas. Muito simpáticas e de bom humor, têm aquela cansativa mania da idade avançada de sempre implicarem entre si, no entanto sem nunca perder oportunidade de dizer uma graça ou soltar uma gargalhada. Uma delas não consegue andar, outra tem o lugar de mais velha do grupo mas é a que se movimenta mais, e a terceira é a mais calma e pacificadora. Aqui a conversa muda um pouco: para além das dores habituais é certo que existem três coisas a pedir – açúcar, petróleo para o candeeiro e chá. Como é certo também, especialmente da parte da mais velhota, um piropo ao mulungo de visita.

Esta é uma realidade escondida, porque a tradição de núcleo familiar alargado torna menos visível o facto de tantos idosos viverem sós, e, em muitos casos, verdadeiramente abandonados. Realidade escondida porque estas pessoas há décadas que ultrapassaram a média de idade do país. E se é verdade que o que nos entra no olhar e nos dias são as crianças, é verdade também que se vai desvelando a história recente de Moçambique nos relatos de vida destes idosos.

Por isso me lembro de Job. Uma coisa é ouvir falar ou tomar conhecimento, outra é ver, tocar e escutar. E muito se pode ver nesse olhar, que afinal é também o Seu.

Amigos! Na senda da súbita inspiração que me tem levado a partilhar convosco reflexões sobre matemática e mundos misteriosos e enigmáticos, lembrei-me de sonhar alto, e imaginar-me como director conceptual de uma enorme e abrangente organização, movida por elevados valores éticos e solidários. Acredito que também eu seria capaz de tal tarefa glorificadora e digna de memória póstuma. (Para os menos conhecedores, avisa-se que qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência, e que deixo aqui uma caricatura do que, infelizmente, posso observar quotidianamente). Sendo assim, convido-vos a conhecerem a minha história de benfeitor e homem de bom coração, e de como tudo começou. Ora bem, começar é sempre o mais difícil, mas teve de ser. No limbo de dúvidas e incertezas sobre como ajudar quem mais precisa (os chamados, num português tão adequado, mais desfavorecidos), há uma certeza que se impõe, sem espaço para dúvidas: é imperativo um escritório bem equipado e com o design de interiores certo para que a inspiração e enlevo caritativo se possa espalhar em liberdade! Alugamos um escritório num sítio bom e seguro da cidade (como se pode ajudar alguém sem ser na capital, o centro financeiro e social de um país?), colocamos uma grande secretária frente à janela que dá para o mar (na vida é preciso ter horizontes largos) e o nosso portátil novinho em folha com ligação internet adsl wireless. Podem pensar que é um exagero, podem, mas como podemos nós no mundo de hoje ajudar alguém sem internet adsl wireless? Simplesmente não é possível! Por isso é um item que conta nos impressos dos impostos como imprescindível à actividade declarada. Ora, depois de bem instalado, começei a investir no marketing e imagem, im-por-tan-tíssimo nos dias de hoje. O mais urgente era angariar fundos e subir no ranking de identificação psicológica e afectiva. Site na internet já está! Conteúdo? Bem, demos uma vista de olhos ao que já existe e escolhemos áreas temáticas. Alguma sugestão? Água! Claro que sim, é um dos temas quentes da década: melhorar o acesso a água potável. Educação! Sim, também temos, na versão educação básica, educação para a equidade de género e educação para adultos. Defesa das crianças, empoderamento das mulheres, participação cívica, segurança alimentar…Escolham, nós temos! Talvez é um bocado demais tantas áreas diferentes, mas há por aí tanta concorrência que alberga uma dúzia de áreas diferentes… Se eles conseguem, e ainda por cima são das que mais fundos movimentam, eu também conseguirei. O que importa é sensibilizar os doadores. Muitas imagens de crianças, magras, tristes e um pouco sujas, não vão os doadores pensar que afinal as crianças são felizes ou saudáveis e depois ninguém nos ajuda…Fotos carinhosas e comoventes, de mim a pegar ao colo bebés, a dar de comer, a dar a mão, a sorrir, com uma família triste e uma palhota a desmoronar-se como cenário. É um lindo site! Bem, assim sendo, vieram as estruturas. Era necessário criar um departamento de marketing, a par, claro, do departamento financeiro, ao qual está agregada uma comissão de desenvolvimento de projecto, sob a qual, por sua vez, funcionam subcomissões de avaliação de caso, coordenação interdepartamental e monitorização. Esta última é vital, porque faz a ponte entre a comissão de desenvolvimento de projecto e os subdepartamentos desta subcomissão, nomeadamente o de estratégia e análise de acção, de transferência de competências para acção concreta e o de implementação local das transferências de competência para acção concreta. Todos estes departamentos, comissões, subdepartamentos e subcomissões funcionam em articulação com as equipas locais, cuja responsabilidade é a efectiva implementação local das transferências de competência, que se traduzem em colocar em prática as directrizes decididas pelo subdepartamento de estratégia e análise, monitorizado pela subdepartamento de monitorização (como o nome indica). Estas equipas locais serão monitorizadas também por auditores externos que avaliam a qualidade da transferência de competências, o seu desenvolvimento e os resultados de cada acção local, sob a óptica da comissão de desenvolvimento de projecto. Tudo isto pode parecer um pouco complicado, mas todos sabemos que ajudar não é fácil… Depois de todas as estruturas montadas, mãos à obra! E assim foi. Começámos com algo pequeno. Uma vovó que vivia sozinha na vila de Manjacaze (desculpem lá sempre o mesmo exemplo, mas é que tenho visitado algumas esta semana) necessitava de ajuda para se poder alimentar decentemente. A comissão de desenvolvimento de projecto projectou (como é sua obrigação) um projecto (que é o que tem de projectar). Ajudaríamos a vovó, que por acaso é muito simpática e saiu muitíssimo bem nas fotografias, com 20 euros. O subdepartamento de transferência de competências para acção concreta elaborou um plano de acção, que, depois de inúmeras reuniões e monitorização e análise e avaliação, transferiu (porque a sua função é precisamente transferir) a acção concreta (sem comentários) para a equipa local, para que esta implementasse, concretamente e dentro das directrizes, a acção concreta. Até aqui, amigos, tudo correu bem, mas eu já vos disse que ajudar é difícil… A equipa externa de auditoria, depois de um estudo de 2 meses, concluiu que havia falhas de monitorização de todo o processo, e que a avaliação estimada pelo subdepartamento de transferências de competência não estava totalmente de acordo com o que a subcomissão interdepartamental tinha como padrão-referência para o âmbito geral das acções concretas. Tivemos de recomeçar, mas lá continuámos a trabalhar. Uma equipa de 17 pessoas a tentar ajudar a pobre vovó solitária! Vejam até que ponto somos caritativos! Infelizmente a crise mundial bate à porta de todos, mesmo de pessoas como nós, e afinal o orçamento, que tinha sido até aprovado pelo departamento financeiro depois de exaustiva monitorização interdepartamental e intersubcomissões, teve de sofrer alterações. A verdade é que o gasóleo tem subido muito nos últimos meses, inflacionando os preços dos alimentos, os salários e as nossas magras despesas mensais de funcionamento, de apenas 12.000 Euros. Temos planeadas acções de sensibilização e angariação de fundos, de modo a finalmente conseguirmos realizar o que desejamos. Continuamos a trabalhar com afinco, mas de facto o gasóleo subiu muito, e só o orçamento que tínhamos para a deslocação da equipa local, mais despesas de estadia e ajudas de custo, disparou em flecha. Há uma coisa um bocadinho chata, que, na minha confiança no futuro e nas nossas boas acções, encaro apenas como um dano colateral: a vovó ainda não tem que comer. Estamos a tentar, acreditem, mas não é fácil. Já pensei, imaginem, que talvez (mas é uma hipótese a ser estudada pela comissão de desenvolvimento de projecto) poderíamos contratar alguém de Manjacaze, conseguindo reduzir drasticamente as despesas. Mas estamos neste momento a contratar uma equipa externa de auditoria para verificar se a hipótese é plausível. E depois, como nunca se pode fiar em ninguém, necessitaríamos de um reforço da equipa da subcomissão de monitorização da equipa local, o que acarreta os seus custos. Eu bem vos disse: ajudar não é fácil…